sábado, 18 de setembro de 2010

Escrevendo em um sábado...

Hoje é sábado, dia 18 de setembro de 2010. Essa postagem não tem bem um sentido, tá talvez até tenha para meu sub-consciente, enfim, a questão é que estou aqui tentando escrever algo por mera vontade de escrever. Como estava dizendo hoje é sábado e como qualquer sábado em casa não tem muita coisa de diferente.

É engraçado como o ambiente fica um tanto parado, eu e meu pai somente, minha irmã saiu sabe-se lá pra onde e minha mãe essa dai nem se fala. Fica tudo tão silencioso, tudo tão individual. E me pergunto: Isso é bom ou ruim?

Sabe, não sei responder. Eu costumo gostar de estar sozinho, mas não sei se estar sozinho acompanhado é algo bom para mim, não vou dizer atípico, por que definitivamente não é. Tantas vezes acontece, mas é estranho, principalmente quando a sensação é prolongada. Não que eu não goste do meu pai, mas ficamos sempre calados eu no PC e ele com seus "brinquedinhos". Só tenho momentos de conversa com ele no carro.

É um tanto estranho e quase sempre nostálgico, creio que mais para ele do que pra mim. A ultima vez que aconteceu foi na quinta, conversamos sobre como ele conheceu um dos melhores amigos dele e quase irmão. A conversa chegou num ponto em que citamos uma antiga namorada dele e irmã desse amigo.

E me veio o pensamento: o que seria se ao invés da minha mãe ele tivesse casado com ela? Ta eu já me convenci que não da pra dizer "o que seria se não fosse", mas é inevitável pensar seria outra perspectiva de vida não necessariamente minha, talvez nem estivesse aqui, pelo menos não como sou hoje.

Mas o passado tem muitos desses entraves, infelizmente não nos foi dado nenhuma ferramenta para experimentar diferentes modos de passado (ou felizmente né, nunca se sabe) e então damos asas a nossa imaginação. Ta esse é apenas mais um dos meus textos vagos, que não explica nada. Me desculpem por ser um tanto "adversativo" é meu jeito mesmo...


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Pela primeira vez vou eu mesmo escrever algo. Eu sempre costumo dizer que não sou a pessoa mais indicada pra falar de mim, e mantenho essa opinião, mas algo me passou pela cabeça e me deu uma vontade de tentar pelo menos, e não vejo outra forma de fazer isso se não me desfazendo de visões alheias sobre a pessoa que sou e tentando expor uma visão quase só minha.

Corro o risco de nas linhas seguintes soar meio cartesiano, e não vou mentir que parte da motivação do presente texto vem das suas idéias, e assim proponho algumas perguntas básicas sobre quem eu sou. O que eu sou? O que eu fiz até agora? E quais são meus objetivos?

A primeira aos olhares breves parece ser bem difícil, mas refletindo mesmo sobre ela eu acho que posso dizer eu sou um ser, e um ser que pensa constantemente no que faz, mas não subjugo tudo que me circula a minha faculdade de pensar, eu também sinto, e nesse estranho hibrido de racionalista e empirista eu me defino.

A segunda é algo meio saudosista, para saber o que fiz até agora eu olho para o passado e vejo todas as etapas do meu eu, desde aquela ”criança serelepe” até ao meu eu atual individuo quase adulto (ênfase no quase) e com um certo senso crítico e respondo eu sempre tentei fazer o que me pareceu o mais adequado fazer. E nessa busca houve várias desistências, vários erros, várias desculpas, vários “tudos” que o que posso dizer que fiz até agora foi simplesmente viver.

E por fim quais são meus objetivos? Essa sim é meu entrave, eu não sei bem se tenho motivos, tenho os básicos de querer concluir o curso que estou fazendo, tentar construir uma carreira, criar músicas e seguir com minhas bandas (seja como hobbie ou algo sério mesmo) cantando. Mas esses são tão físicos que não sei se podem ser citados como objetivos. Acho que não tenho bem objetivos, sou muito instintivo, tento não decidir nada além dos meus próximos dez minutos, por que sei que não vou cumprir meus planos, sou imediatista, isso é fato.

Talvez tenha confundido mais do que explicado, mas pelo menos escrevi o que achei que devia escrever, com certeza é muito pouco para me definir, mas afinal qual quem sou eu não é pouco para definir alguém? É só mais uma formalidade, um cartão de visita, que aposto que nem metade dos meus contatos vai parar para ler, mas pelo menos meu ego está satisfeito.